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Troféu Cachorro Magro 2010-2011


Bom, para encerrar o ano, vou copiar idéia que eu vi no blog meandros, onde ele lançou um premio para os melhores do ano em algumas categorias, segundo critérios próprios. Vou fazer a mesma coisa, com o troféu cachorro magro. Deixo claro, que não são lançamentos que ocorreram nos quase dois anos que eu escrevo no blog, mas sim coisas que eu li, ouvi,  e vi durante esse tempo, não importando a data de lançamento. Afinal, o blog eh meu, e quem define as categorias e prêmios sou eu!!!

Eis os vencedores e as categorias:

Musica:  Fleet Foxes – Bedouin Dress

Banda: Phoenix (essa pra mim, uma grande descoberta)

Album: Foo Fighters – Wasting Light

Livro: Na Natureza Selvagem – Jon Krakauer

Filme: Tempos de paz (direção: Daniel Filho)

Site/blog: Rock Polar

Programa de Tv: Passagem para… – Canal Futura

Parabenizo os premiados do troféu cachorro magro, e para finalizar, o trecho mais emocionante do filme Tempos de Paz. A partir de agora me ausento na internet temporariamente. Até o próximo ano!!!

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Sobre homens, discos e fitas

Enquanto procurava no deus Google uma foto para ilustrar o ultimo post, me deparei com um poema, e não hesitei em colocá-lo em meu blog, visto que o achei bem realista. Para não dizer que é plágio, deixarei o link original e o nome do autor, antes que alguém venha reinvindicar direitos autorais!!!

Loja de discos – Por: Rodrigo de Araujo

Mundo louco de Arthur Brown
Mundo louco do experimental
Mundo da música
progressiva longitudinal

Olhares distantes
vendedor ambulante em loja
empoeirada

Adolescendo numa cabine
encanta-se o ouvinte!
pouca esperança
disco importado…
vendedor zangado!

O sonho se esvai
a música entona e fica
mas não acompanha
o mundo louco
em dissonância…

http://www.overmundo.com.br/banco/loja-de-discos

Mas afinal, qual o motivo de eu ter postado esse poema? Simples, muito simples.

Nossa, na minha adolescencia era bem isso mesmo que acontecia. Eu peguei somente o finalzinho da época do vinil, e portanto, não me interessei muito por esse tipo de mídia. Não por não gostar, mas sim pela falta de uma vitrola que prestasse em casa, visto que por descuido de meus irmãos que deixaram o toca discos ligado sem disco, aquilo esquentou demais que até chegou a derreter a agulha. Conclusão: ninguém se interessou de arrumar, e quando eu o fui fazer, não encontrei mais agulha para aquele modelo de aparelhagem arcaica.

Mas, voltando ao meu interesse nessa poesia: Lembro nos meus 14, 15 anos, quando eu vivia indo na cia do CD só para ouvir vários albuns sem ter um centavo para adquiri-los. Tambem, um absurdo pagar 40 reais por um cd do pink floyd de 5 musicas. O que dava pra fazer, era juntar minhas merrecas e ir até um sebo ou uma loja de discos usados para adquirir um cd usado mesmo, ou levar a sorte de achar um cd pirateado na rua XV que prestasse.

E como era legal aquilo, passar horas viajando ouvindo musicas que nao poderia adquirir. Ate que em certa época, um japones simpático abriu um estabelecimento que alugava cds. Nossa, foi meu delirio, tinha muitas coisas raras, mas muitas mesmo. Alugava uma porção por semana, e grava tudo em fitas. Depois compartilhava as fitas com os amigos e regravava com qualidade bem inferior ao original, mas ainda sim era uma vitória exibir com orgulho as fitas com canções antes tão raras e quase inacessiveis para nós, adolescentes meros mortais.

Hoje essas coisas perderam seu encanto, graças ao advento da internet e do cancer da indústria fonográfica: as musicas em formato mp3. As vezes, por puro deleite compro cds originais, mas acho que a ultima aquisição foi em 2008, uma compilação de sucesso do Soda Stereo, importado da Argentina pelo meu primo frango.

Acho que qdo eu voltar pra SJP vou desencaixotar as velhas fitas, e ouvir o som ruim dessas musicas que muito inspiraram minha juventude.

Sobre homens e discos

Uma das coisas que considero importante saber de uma pessoa, mas nao muito relevante, diz respeito aos gostos musicais. Ta certo, que muitas vezes existe um preconceito da minha parte, principalmente pelos que se dizem ecléticos. As vezes penso que ser eclético é a falta da opinião própria, mas tudo depende do assunto, e da pessoa.

Esses julgamentos antecipados pelos gostos musicais, sempre são imbecis, já que não somente um fator expressa a identidade de cada um. Mas, que eu fico bem feliz quando encontro alguem com o mesmo gosto que o meu, isso eu fico.

Minha identidade musical, vem se transformando a longo dos anos. Eu diria até mais, se aprimorando. Eu não deixo de ouvir hoje em dia aquilo que ouvia aos meus 15 anos, só agrego coisas novas na medida em que vou envelhecendo. Uma das coisas quem vem se agregando a minha bagagem musical, é a mpb, coisa que eu torcia o nariz ate um certo tempo atrás.

Outra coisa que está mudando, é a minha interpretação em relação a alguns discos que fizeram parte do meu passado, como por exemplo o album A tempestade de Legião Urbana, que hoje eu acho muito mais depressivo e mórbido doque ha uns 10 anos atrás, quando eu adquiri o mesmo. Assim como também o disco Sueno Stereo do Soda, que eu achava bem ruinzinho, mas ultimamente tem me despertado grande satisfação ao ouvi-lo por inteiro.

Eu fico bem feliz ao escutar novamente coisas esquecidas do passado, pois me fazem perceber minha propria evolução ao longo dos anos, e remetem aquela nostalgia gostosa que todos sabem que gosto de relembrar.

oompa churin fun flais

Voltando a nostalgia de posts anteriores, e como disse que falaria de meus gostos musicais, resolvi falar de dois clássicos que fizeram parte da minha infância.

O primeiro vídeo, é do chapolin, uma musica bem legal e que até hoje não faz muito sentido pra mim. Quem conhece essa palavra chave sabe oque significa. Isso lembra aquelas tardes de chuva quando eu me fingia de doente pra não ir pra aula,  e as vezes dava a sorte de ver esse episódio. Acho que junto com os episódios do chaves do festival da boa vizinhança, e de acapulco são os mais marcantes pra mim.

O outro vídeo, me dava medo quando criança, e ainda causa pavores de vez em quando. Mas tem que ser a primeira versão, apesar da segunda ser legal, não é tão boa quanto a primeira. Quem nunca imaginou de onde vieram esses homenzinhos, ou em qual lugar fica a oompa oompa landia. Deve ficar perto da terra do elo perdido, popularmente chamada de tabatinga.

Coincidencias a partes, as duas canções são protagonizadas por anõeszinhos. Eis aí os maiores singles da história lançados por cantores anões, ou você lembra de mais algum?

Que sea rock!!!

Uma das coisas que  mais ocuparam meu tempo na internet nos ultimos 3 anos, foram as músicas latinas. Pra ser mais preciso, o rock cantado em espanhol. É estranho como muitas bandas de rock dos países vizinhos são desconhecidas aqui. Os poucos que apareceram por aqui, possivelmente foi devido a estrategias de gravadoras. Que eu lembre, acho que depois do menudo fizeram algum sucesso a Shakira, Maná, Juanes e alguns cantores romanticos que não me vem na lembrança agora. Ah, claro que não posso esquecer de Gipsy King e RBD (essa foi f*da!!!). Puro desperdicio, afinal exitem vários artistas latinos que fazem um som de qualidade.

Já fazia algum tempo que não buscava conhecer coisas novas, até que vi um tempo atras um filme contando parte da historia do rock argentino, que leva o mesmo nome deste post. Na abertura do filme, toca duas músicas de um mesmo artista: Leon gieco. A musica de abertura “pensar em nada”, e em seguida o próprio tocando a clássica “hombres de hierro”.

O site www.rock.com.ar possui a biografia de boa parte das bandas latinas. Basta ter um pouco de interesse e pesquisar. Deixo aqui um verso e o video de “hombres de hierro”, realmente de arrepiar o dedão do pé!

Suelta muchacho tus pensamientos
como anda suelto el viento
sos la esperanza y la voz que vendrá
a florecer en la nueva tierra
Hombres de hierro que no escuchan la voz
hombres de hierro que no escuchan el grito
hombres de hierro que no escuchan el llanto
Gente que avanza se puede matar
pero los pensamientos quedarán