devaneios · esportes · veia literária

Pura liberdade

Como é boa a liberdade. A liberdade de pensar, fazer o que se pensa. Sentir o vento no rosto, as pernas se mexerem. A sincronia do giro, o aumento da cadencia. Se não gosto do caminho, faço uma curva e logo estou em outro. Enquanto movimento as pernas, o ar entra e sai dos pulmões, me renovando e inundando minha mente. Encaro a subida com gosto, sem preguiça. Termino ela ofegante, mas feliz por ter vencido.

Na estrada de chão reafirmo o controle. Uma curva aberta seguida de uma longa descida. Perfeito para libertar a alma. Quando me coloco em pé para vencer nova subida, o adversário sorrateiro chega sem avisar. Ouço vários latidos, o bafo quente em minhas canelas e a boca espumante do cão raivoso. Seus dentes estalando de ódio, sedento pelo meu calcanhar.

pedalada barro preto - zacarias 005

Vencido o obstáculo, paro e respiro aliviado. Tomo um gole d’água, me ponho de novo a pedalar. Me sujo de poeira, faz dias que não chove. Retomo o asfalto, o suor escorre em meu rosto, motoristas acenam ao me ver passar.

Volto para casa, coloco minha velha companheira para descansar. Descanso merecido, acompanhado de um relaxante esguicho de água. Depois de um bom banho, minha respiração se acalma. Consulto a quilometragem, pouco mais de vinte quilômetros. Suficiente para me renovar.

 

 

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