devaneios

Fábrica de sonhos

Ontem, voltando da aula da pós, e depois de uma conversa que tive com meu patrão no trabalho, comecei a refletir sobre como nossos sonhos profissionais são construídos. Vou falar por mim, não no geral como as coisas se passam com os outros. A época da faculdade me pareceu o maior período da fabrica dos sonhos. Nessa época surgem muitos planos e ideias a serem concretizadas durante a após a formatura. Engraçado, pois todos fazem planos, quero fazer isto, quero trabalhar com aquilo, em tantos anos vou ganhar tanto, coisas assim.
Discutindo certa vez sobre este assunto com um dos meus sócios, e ex-colega de faculdade, falamos da ilusão que os professores vendem enquanto somos estudantes. Falam de salário inicial de 5 mil reais, de que o mercado de trabalho está precisando de gente qualificada, essas coisas assim. Na verdade, durante esta conversa chegamos a conclusão de que é justamente esta uma das funções dos professores na universidade – vender o seu produto: o conhecimento. Imagina se eles desanimassem os alunos, como frases do tipo “olha, não quero te desanimar, mas você não vai sair ganhando mais do que 1700 depois de formado, isso se você conseguir um emprego”. Eles devem fazer este tipo de coisa para estimular o sonhos dos alunos – a universidade é alimentada de sonhos.
Já pensaram, quantas pesquisas brilhantes surgiram através de sonhos alimentados por professores e pesquisadores. Quantos produtos foram criados, doenças curadas, como a vidas melhoradas através do empenho de sonhadores que acreditaram numa ideia e foram atrás da sua concretização.
Falei somente do ponto de vista de um ex-universitário, acabei percebendo bem esta questão agora que voltei a estudar. Mas, isso não quer dizer que depois de formado paramos de sonhar. A maioria, infelizmente cai na realidade do dia depois da formatura, e se não conseguem emprego naquilo que gostaria de realizar, por necessidade acabam trabalhando naquilo que encontram. Com isso o tempo vai passando, os sonhos vão se aquietando e tudo vira uma rotina. E onde foi para o sonhador, o recém formado cheio de ideias que iria mudar o mundo? (frase de uma palestra de Daniel Godri, estou dando os créditos!)
Não quero colocar aqui, que é preciso fazer faculdade para sonhar, este é somente um ponto de vista sobre uma classe de sonhadores. Todos são sonhadores, em maior ou menos grau. Outra classe de sonhadores – os empreendedores se destacam por não ficarem somente no planejamento. Colocam seus sonhos em prática, ou realizam tarefas que em longo prazo possam contribuir na realização de sonhos. Estou entrando para este time. Se me perguntarem hoje quais sãos os meus sonhos profissionais, não serei capaz de responder. Tenho tantas vontades, que não posso dizer que estou plenamente realizado com aquilo que tenho hoje, ou com os planos profissionais que eu tracei para mim para um futuro próximo.
Quem sabe, em alguns anos eu consiga responder esta pergunta, ou simplesmente diga que ainda não parei de sonhar, que ainda não conquistei meus sonhos profissionais. Quem para de sonhar para no tempo, estaciona – e olha, é preciso muito esforço para não deixar que os sonhos morram ou envelheçam.

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