devaneios

A relatividade temporal

 

ImageÉ engraçado como o tempo passa de maneira diferente de acordo com a situação ou a época da vida. Quando estamos em uma festa, ou tirando férias, ou numa viagem o tempo passa muito rápido. Ao contrário de quando estamos esperando ser atendidos pelo médico ou na igreja, por exemplo. Pra dar um exemplo mais concreto, lembrei de meus tempos de escola.

Estudei no Unidade Polo durante sete anos, da 5ª séria até o final do ensino médio. Esses sete anos demoraram muito tempo para passar, e tenho muitas lembranças dessa época tão rica em minha vida. De lá pra cá, foram dois anos antes de entrar na faculdade, e mais seis anos até me formar. E esse tempo passou muito rápido. Tão rápido que só fui me dar conta do quanto havia passado somente depois da minha formatura. Até parece que eu fiquei uns dez anos na escola, e que fiquei somente uns 3 anos durante o tempo que passou a seguir até a formatura.

Trabalhei uma época na central de atendimento do BB, foram somente uns três meses antes de me mudar pra “colonha”, no entanto representa que fiquei quase um ano naquele lugar. Claro, odiava trabalhar lá, não consigo me lembrar de bons momentos vividos naquele lugar. Em compensação, estou a praticamente dois anos e meio aqui, e representa que se passaram somente alguns meses.

Existem vários fatores que podem contribuir para essa diferença na percepção do tempo. Obviamente, quando vamos ficando mais velhos e mais ocupados, o tempo tende a passar mais rapidamente comparando quando somos crianças e não temos muitas atividades para ocupar o nosso tempo. Outro fator está relacionado a nossa satisfação em fazer algo, quando sentimos prazer na atividade, ela passa mais rápido do que fazer algo por mera obrigação.

Em um curso de vendas que estou fazendo, tem uma lição que aborda o aproveitamento do tempo de trabalho. Nunca fui desorganizado com relação as minhas rotinas, logo sempre soube aproveitar e separar muito bem meu tempo disponível. Venho colocando isto mais em prática ultimamente, ainda mais depois que resolvi adotar um modo de vida mais frugal: aproveitar ao máximo os recursos que possuo, para não precisar possuir mais do que realmente eu necessito. Nunca precisei de mais tempo para realizar minhas atividades, nem mesmo durante a elaboração da minha monografia – e olha que eu mudei de tema quando a primeira versão estava praticamente concluída. Pelo menos nisso consigo ser muito organizado.

Durante meu tempo vago em casa a noite, consigo estudar, colocar minhas leituras em dia, cumprir com meus afazeres domésticos e ainda sobra tempo para alguma atividade extra, seja um simples passeio noturno de bicicleta, ver um filme, fuçar na internet ou simplesmente cultuar o ócio. Aliás, na arte da ociosidade descobri uma outra modalidade que ocupa muito pouco tempo, mas se realizada com disciplina até fica parecendo que se passaram horas: a prática do silêncio. Mas, isso será o tema de uma outra postagem, assim que o tempo permitir.

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