Síndrome do Pânico

A crise de 27

Historicamente teve a crise de 29, no meu caso veio a crise de 27. Algumas angustias e sufocos, algumas sessões de terapia, uma visita ao psiquiatra e alguns psicotropicos depois, agora posso dizer que pelo menos artificialmente prendi os leões na jaula, de onde espero que eles não saiam tão cedo.

Confesso que é dificil de aceitar que se está doente, ainda mais quando não existem sintomas físicos aparentes para o problema. Antes dessa fase de aceitação, vem a negação e auto-rejeição. Mais ou menos naquela de que homem tem que ser forte, pedir ajuda pra alguem é demonstrar fraqueza, vergonha e sentimento de culpa achando que tudo está ruim e que a culpa é toda minha por qualquer cagada que aconteça.  Pior do que isso, é quando pessoas próximas a você lhe dizem a mesma coisa, mesmo sem querer.

Hoje me sinto mais aliviado, apesar de não aceitar totalmente o diagnóstico a mim dado, serviu de alento e para parar de me cobrar e me culpar tanto assim. Fiquei meio receoso de escrever sobre isso aqui, mas acho que pode ser uma boa forma de extravasar e quem sabe  ir melhorando aos poucos.

Lembro que primeiro foi a perda de interesse por coisas que me satisfazem muito, depois veio a preocupação excessiva com coisas sem tanta importância, a indiferença ou o tanto faz na hora de tomar simples decisões. Depois o panico instalado na viagem a Salvador, o choque ao voltar a minha realidade na colonha, e por fim BOOOM a bomba estoura e os leões saem da jaula para atormentar.

O restante já mencionei no post anterior, ainda bem que durantes os ultimos dias os psicotropicos me acalmaram, mas por outro lado me deixaram muito sonolento. Por um lado eu gostei, cheguei a ficar uma semana dormindo 2 hs por dia, e fora que aos poucos meu apetite vem voltando. Nessa pequena brincadeira, la se foram 6 Kgs perdidos em pouco mais de um mes.

Mas, aos poucos eu supero, ja superei coisas piores e não vai ser isso que vai me derrubar. O panico e a depressão assustam num 1o momento, mas com força de vontade as coisas voltam ao seu estado normal, ou melhor ate quem sabe. Prefiro chamar essa fase de período transitório, e agradeço aqueles que tem se importando cmg nessas ultimas semanas.

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2 comentários em “A crise de 27

  1. E pra ajudar o time vai mal, o fim de ano não chega. Espero que não perca o interesse por mulheres, rsrsrsr. Brincadeiras à parte, também ando triste, pois perdi a eleição pra diretor da Maiada. Mas “não há mal que sempre dure e não há bem que nunca acabe.” Alguém falou isso mas não sei quem é.

  2. Pingback: Cachorro Magro?

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