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Feliz desaniversário

Após completar mais um ano do meu nascimento, resolvi tirar algumas conclusões, acerca do ultimo ano. Há um ano atrás, estaria eu desesperado, ao ver que chegava aos meus 25 (um quarto do meu centenário) e que ainda tão pouco havia realizado na vida. Também motivos eram muitos: sem emprego, sem dinheiro, sem um diploma, e dependendo do pai. Como isso me incomodava um ano atrás.

Eis, que para minha satisfação, muita coisa mudou de um ano pra cá. Sai de casa, consegui um bom emprego, ainda não tenho casa própria (mas tenho parte da mobilia), tenho mais responsabilidades, e consegui motivos especiais para pensar em fazer planos para o futuro.

Foram tantas mudanças, que ainda não consegui fazer um balanço desse ultimo ano, com certeza um dos mais intensos, e por que nao definir como um dos mais decisivos da minha vida até hoje.

O mais engraçado, é relembrar de poucos meses atrás como eu lamentava e reclamava, aparentemente pelo fato das coisas nao estarem acontecendo, e por ter um emprego medíocre só para dizer que tinha uma ocupação. Deve ser a tal depressão pós formatura, quando vem a seguinte pergunta: E agora?

E agora as coisas vão acontecendo, melhorando a cada dia, e espero que as incertezas que ainda me circundam se transformem em concretizações, assim como as que ocorreram no decorrer desse ano.

E porque esse título?

Desaniversário é um dia qualquer em que nao é o dia de seu aniversário, como o dia de hoje.  Esse dia também é para ser comemorado, como todos os dias em que coisas boas ocorrem. Não só quando se completa mais um ano de vida deve ser comemorado com um bolo, mas também os dias em que coisas importantes são conquistadas. Pergunte para uma pessoa que não realizou nada de bom nos ultimos tempos se ela fica contente com o dia do aniversário. Ano passado eu não estava. Não por não ter feito nada de bom até então, mas por não ver sentido nisso tudo. Tem aqueles que falem “ha, mas só  fato de estar vivo deve ser comemorado”, mas não sei, existe diferença nisso tudo.

Como diria um cara que já morreu:

“Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar…

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador…”

E assim a vida segue.

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