musica · nostalgia

Sobre homens, discos e fitas

Enquanto procurava no deus Google uma foto para ilustrar o ultimo post, me deparei com um poema, e não hesitei em colocá-lo em meu blog, visto que o achei bem realista. Para não dizer que é plágio, deixarei o link original e o nome do autor, antes que alguém venha reinvindicar direitos autorais!!!

Loja de discos – Por: Rodrigo de Araujo

Mundo louco de Arthur Brown
Mundo louco do experimental
Mundo da música
progressiva longitudinal

Olhares distantes
vendedor ambulante em loja
empoeirada

Adolescendo numa cabine
encanta-se o ouvinte!
pouca esperança
disco importado…
vendedor zangado!

O sonho se esvai
a música entona e fica
mas não acompanha
o mundo louco
em dissonância…

http://www.overmundo.com.br/banco/loja-de-discos

Mas afinal, qual o motivo de eu ter postado esse poema? Simples, muito simples.

Nossa, na minha adolescencia era bem isso mesmo que acontecia. Eu peguei somente o finalzinho da época do vinil, e portanto, não me interessei muito por esse tipo de mídia. Não por não gostar, mas sim pela falta de uma vitrola que prestasse em casa, visto que por descuido de meus irmãos que deixaram o toca discos ligado sem disco, aquilo esquentou demais que até chegou a derreter a agulha. Conclusão: ninguém se interessou de arrumar, e quando eu o fui fazer, não encontrei mais agulha para aquele modelo de aparelhagem arcaica.

Mas, voltando ao meu interesse nessa poesia: Lembro nos meus 14, 15 anos, quando eu vivia indo na cia do CD só para ouvir vários albuns sem ter um centavo para adquiri-los. Tambem, um absurdo pagar 40 reais por um cd do pink floyd de 5 musicas. O que dava pra fazer, era juntar minhas merrecas e ir até um sebo ou uma loja de discos usados para adquirir um cd usado mesmo, ou levar a sorte de achar um cd pirateado na rua XV que prestasse.

E como era legal aquilo, passar horas viajando ouvindo musicas que nao poderia adquirir. Ate que em certa época, um japones simpático abriu um estabelecimento que alugava cds. Nossa, foi meu delirio, tinha muitas coisas raras, mas muitas mesmo. Alugava uma porção por semana, e grava tudo em fitas. Depois compartilhava as fitas com os amigos e regravava com qualidade bem inferior ao original, mas ainda sim era uma vitória exibir com orgulho as fitas com canções antes tão raras e quase inacessiveis para nós, adolescentes meros mortais.

Hoje essas coisas perderam seu encanto, graças ao advento da internet e do cancer da indústria fonográfica: as musicas em formato mp3. As vezes, por puro deleite compro cds originais, mas acho que a ultima aquisição foi em 2008, uma compilação de sucesso do Soda Stereo, importado da Argentina pelo meu primo frango.

Acho que qdo eu voltar pra SJP vou desencaixotar as velhas fitas, e ouvir o som ruim dessas musicas que muito inspiraram minha juventude.

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Um comentário em “Sobre homens, discos e fitas

  1. Isso é coisa do arco da véia, alugar cd’s. Mas valeu por lembrar que eu trouxe o Soda Stéreo. Fico pensando no dia em que deixaremos de ter estantes de livros em casa, e ir à biblioteca se torne algo como um passeio a um museu. Poderia postar algo sobre suas leituras da coleção vaga lume ou sobre como era sua sensação de entrar em uma biblioteca, banca ou livraria.

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