devaneios · nostalgia · veia literária

Que os anos não trazem mais!

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Trecho de Meus Oito Anos (Casimiro de Abreu)

Ultimamente tenho visto bastante a tv futura, e  eis que esses dias estava passando uns desenhos da época da minha infancia. Me veio na lembrança, tanta coisa que se fosse ficar escrevendo, precisaria de um livro! Lembro de alguns fatos marcantes, que merecem ser mencionados.

Nas férias, a minha casa ficava cheia de primos. A casa era no fundo do terreno e de madeira, e na frente tinha um gramado grande que o pessoal sempre jogava bola ou brincava de outra coisa.

Tinha sempre a turminha, meu irmão e seus amigos, um pouco mais velhos, e vinha o Josiel, Joel, a Juci, as vezes o Cleiton, a Liliane, e uns vizinhos: a gordele, a catchup, o gordrigo, o Adam, a Andréia… Corriamos, pulavamos, era risada, as vezes choro, casamento atras da porta, a final da copa de 94, o glub glub entre outros.

Na casa da minha vó, que fica no elo perdido, tinha mais primos ainda, e o futebol, a copa sao paulo de futebol jr, os bonecos de  palha na rua (sempre acenando para pedir carona), o brico, o véio paulo, a loba juça, a balança na arvore, a cancha de areia, a turma da fraldinha, o fantasia do SBT, e claro, as festas da mineração e a Renata… Ah a Renata…

Lembro tambem do dia em que desembarcou na cancha um onibus cheio de “jogadores” que na verdade nada mais eram que crianças e sua belas professoras. Que aventura naquela tarde e outras, no campo dos neto, no rio padilha ou no taboado.

Como passa o tempo…

Olhando pra trás, vejo como foi rica a minha infancia, e como isso contribuiu na formação da pessoa que sou hoje. Cada um seguiu seu caminho, infelizmente alguns nos deixaram precocemente, outros se afastaram e perdemos o contato. Como tive a sorte de vivenciar todas as experiencias boas ou nem tanto, e ainda hoje ao lembrar isso me emociono, da mesma forma como o mestre Paulo Autran, ao narrar “meus oito anos”:

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4 comentários em “Que os anos não trazem mais!

  1. Quanta saudade… Compartilhamos essa rica infância. As leituras da coleção vaga lume, sua coleção de gibis, coleção de figurinhas e como não posso esquecer daquela vez que vc na sua ingenuidade infantil teve uma ereção, usando uma calça de moleton e foi perguntar pra sua mãe (minha querida madrinha) o que era aquilo. Acabou levando um xingão. E o locar do crime? Fala a verdade, já não somos tão criativos como antes.

  2. Casimiro de Abreu, quanto ler pro vestiba aiuhauihaui
    😀

    queria conhecer o gordrigo aiuahiuahuiahia adorei esse apelido! ;P

    bjs parada!

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