As formigas me querem …

Quando eu decidi que iria retomar minhas postagens aqui no Cachorro Magro, acabei criando um pequeno espaço de estudo. Era o meu escritório. Peguei o quartinho da bagunça, limpei e organizei bem, coloquei uma mesa velha que estava na garagem, forrei com uma toalha de mesa bonita, instalei meu computador, caixinhas de som, uma iluminação bacana. Estava pronto o meu ambiente de estudos.

Na Ordem Rosa Cruz – AMORC, recomenda-se que você realize seus estudos num lugar especial somente seu, onde você seja capaz de ser elevado ao seu Sanctum. Você pode inciar com uma meditação, em que se imagina sendo transportado até este local especial. Após alguns minutos de exercício de meditação, você volta devagar para o local físico em que irá realizar as suas atividades. Gosto muito deste modelo de instrução, me deixa relaxado e mais aberto tanto para escrever quanto para estudar. Recomenda-se ainda nenhum tipo de interrupção durante o processo. E assim o fiz no meu escritório.

Acontece que eu já a algum tempo havia abandonado o meu Sanctum, e coincidências a parte, durante esse periodo eu praticamente parei de escrever por aqui. Aproveitei então as minhas férias para mais uma vez organizar o local. Limpei bem, deixei novamente o local aprazível para que eu pudesse desempenhar o meu melhor.

Eu até me perguntava, “nossa, por que não usava mais esse canto da casa…”. Eis que lembrei o motivo. Estava eu semana passada concentrado, quando senti uma ardência e uma coceira nas costas, em uns três lugares diferentes. Fui ao banheiro e tirei a camisa. Quando vi, haviam duas formigas caminhando por dentro dela. E então eu ri, e frustrado lembrei que havia parado de usar o meu Sanctum justamente pelo fato das formigas terem tomado o meu espaço.

E olha que já fiz de tudo, desde passar veneno até realizar uma baita faxina. Mas de nada adiantou. Ou eu acabo com elas, ou terei que achar outro local para me concentrar e realizar os meus estudos. Acho que a segunda opção se faz bem mais viável neste momento.

Hobbies

Me percebi ao final do ano, um tanto estressado, outro tanto sentindo falta de algo que não sabia explicar. Foi então que lendo algo postado por algum perfil do Instagram que sigo, pensei comigo mesmo que deveria ter um novo hobbie. Entretanto, mal havia eu percebido que eu já tinha lá os meus bem estabalecidos, apesar de esquecidos de outrora.

Foi então que resolvi ao invés de tentar algo novo, pra quem sabe depois desistir e me frustrar pelo tempo perdido, me concentrar em retomar os antigos – a saber: A leitura, a escrita e a bicicleta. Três coisas que além de contentamento, me transportam novamente para a infância. Fazem com que eu volte a visitar aquele Juliano de dez anos de idade. Aquele que já novinho gostava muito destas três coisas.

A primeira bicicleta que ganhei era usada. Mas era o que meu pai podia me dar naquele momento. E foi mágico, único, inesquecível. Era azul metálica, muito bonita, embora fosse um tanto desconfortável. Tenhos boas memórias de irmos juntos pedalar até o centro da cidade ou até o aeroporto, onde ele trabalhava. Sempre passávamos numa banca de revista e eu saía com um gibi em mãos. Sem saber meu pai desenvolvia em mim um segundo prazer, o da leitura.

Além das revistas em quadrinhos, eu gostava da Coleção Vaga Lume, das histórias da Bruxa Onilda, e lembro-me bem do primeiro livro mais adulto que li – O Oportunista de Piers Paul Read, o qual julgo ser um dos meus favoritos até os dias de hoje. Ainda sem perceber, a leitura estimulava em mim o terceiro hobbie – a escrita.

Naquele tempo eu optava por rabiscar quadrinhos. Inventava histórias com personagens reais, normalmente meus parentes ou vizinhos. Lembro de ter um caderno de desenhos onde desenhava caricaturas de conhecidos com seus cacoetes e bordões, ou ainda escrevia pequenos textos, que mais se assemelhavam como capítulos desconexos de um livro. Uma pena não tê-lo mais em minha posse. Seria interessante ver o que o Juliano lá da metade dos anos 90 sentia ou pensava.

De volta aos dias atuais, entendi que não posso ficar afastado destas três atividades por muito tempo. Fazem parte de mim, da minha essência, e fazem com que de certa forma eu me torne uma pessoa mais humana, mais simples. Uma pessoa melhor.

World I Understand

Melhores de 2022 #1

Comentei no Troféu Cachorro Magro 2022, que não seria possível eleger o melhor álbum de 2022. Isto ocorreu devido a quantidade de bons discos que surgiram no último ano. Resolvi então faltar um pouco sobre cada um deles. Nesta seleção, a ordem de escolha das postagens é de acordo com a data de lançamento, e não daquele que considero o melhor ou pior.

Começo então por aquele que foi lançado antes, em 21 de Janeiro. Trata-se do terceiro disco do grupo britânico The Sherlocks. Este lançamento veio para quebrar aquela velha reclamação que eu tinha de que não haviam novas bandas boas de rock sendo lançadas. Engano meu, creio que eu era quem não estava procurando direito.

O disco abre com a potente Falling, uma das melhores, mostrando toda a energia e qualidade que se segue por todas as faixas. Em seguida temos a excelente Wake Up e a energética On the Run, que de tão boa virou meu toque de celular.

Seguimos com a boa Plastic Heart, dando bem o tom do disco – músicas rápidas, fortes e que falam sobre sentimentos. “I’m not giving up on you; But there’s nothing I can do; To keep your plastic heart from lying. I’m not giving up on you; But it’s time you told the truth; To keep those plastic tears from crying“.

A temática do cotidiano do inicio da vida adulta com as desventuras da juventude marcam bem a pegada da banda. Apesar de bem jovens, é possível perceber a maturidade da banda tanto musical quanto nas letras. É bem o que eles vieram mostrar, uma qualidade superior, bem trabalhada e amadurecida neste terceiro trabalho do grupo.

A melhor está quase perto do fim. Em Games You Play, é possível ver a evolução da música, que começa com tons mais acústicos, e vai ganhando corpo e drama na medida em que se desenvolve. A cada novo trecho, percebemos a inclusão de novos acordes e instrumentos, transformando-a em algo bem diferente do início. Dadas as devidas proporções, o estilo assemelha-se muito com “Os barcos” de Legião Urbana, a melhor do grupo em minha opinião.

Encerro este artigo com uma resenha do álbum em inglês, que acaba nos deixando com mais vontade ainda de ouví-lo por completo.

Vai ser melhor

Dois mil e vinte e três chegou dando as caras, e muitas esperanças foram renovadas, principalmente para aqueles que acreditam que político se importa com o povo e que algo vai mudar com a troca do sinal. Eu sempre disse que bolsonarismo é petismo de sinal invertido e vice-versa. Mas, se a gente não fizer a nossa parte, nada vai mudar.

Pra quê ficar dependendo de migalhas de governantes que não estão nem aí pra você, muito menos sabem que você existe. E quando eu digo que o fanatismo pende para os dois lados, basta ver o mesmo exemplo de lados opostos. Um vai preso e meia dúzia de alienados se revezam na frente do prédio da PF para dar bom dia ao presidiário. Ou então o lunático perde a eleição e mais outra dúzia de doentes ficam acampados feito imbecis na frente de quartéis. Enquanto isso, o filho 01 (ou 02 pouco importa), vai curtir a copa do mundo. Enquanto isso, o mal perdedor não reconhece a derrota e foge do país para não ver de perto a vergonha final a que estará sujeito.

Mas o cara não era tão patriota? O que aconteceu? deixou os zumbis berrando solitários largados ao relento e foi curtir sua aposentadoria vitalícia (as nossas custas) em Orlando? Dizem que em casas mal assombradas o espírito fica preso ao local repetindo a mesma cena de sua morte, perdido. Repete os mesmos gestos, as mesmas palavras na esperança de achar a luz. Com o passar do tempo, fica raivoso e então temos mais um caso de assombração. Agora os assombrosos trocaram de lado, mas assim que a outra corrente política voltar ao poder, o choro e ranger de dentes troca de posição.

E assim vai ser eternamente, como numa luta de boxe onde os pugilistas estão se estudando e dão um passo pra frente e outro pra trás, aos pulinhos, tentando sair da enrascada. Mas não tem saída não, ou a gente acorda e faz o nosso melhor para nós mesmos, ou estaremos sempre fadados a aceitar as migalhas que os engravatados oferecem para pararmos de gralhar.

Este ano será melhor sim, mas não por causa de político. Vai ser melhor por que eu decidi que minha vida vai melhorar, e não importa o corrupto que estará no poder. Eles podem até me atrapalhar, mas jamais irão me impedir.

Troféu Cachorro Magro 2022

E a mais esperada premiação da blogosfera retorna triunfante para encerrar muito bem este maravilhoso ano de 2022. Confesso que neste ano foi bem difícil escolher os premiados, visto que não dediquei tanto tempo a consumir coisas diferentes. Como em anos anteriores, gostaria de lembrar que os escolhidos não refletem necessariamente lançamentos de 2022, mas sim aquilo que considerei como mais relevante. Mas, chega de enrolação que a platéia está mais ansiosa que os irmãos esperando o Silvio Santos abrindo as portas da esperança.

Vamos aos premiados

Música – Tears for Fears – Everybody wants to rule the world

Álbum – Talvez a única categoria que reune lançamentos do ano. Mas teve tanta coisa boa, que ganhará uma série de postagens especiais em janeiro.

Livro – A luz que vem de dentro – Laurence Freeman

Programa de TV – Troca de passes

Canal do youtube – Through my lens

Podcast – Futebol no mundo

Série – Supernatural

Banda ou artista – Gerry Cinamon

Parabéns a todos os envolvidos! E para aqueles que não venceram, esforcem-se um pouco mais para quem sabe estarem presentes na premiação do ano que vem. Encerrando o ano eu deixo com vocês o artista do ano numa ótima performance ao vivo.

Tenha metas

Se por um lado em 2022 eu optei por não traçar metas, pra 2023 será diferente. Apesar de ter atingido bons resultados, ficou-me a impressão de estar dirigindo sem direção. Tem que ser muito disciplinado para conseguir dar conta de tudo no modo automático. E mesmo colocando mais intenção nas minhas atividades – que foi o principal motivo para não traçar metas e focar no agora – senti em algum momento que seria necessário rabiscar alguns objetivos. E assim o fiz.

Mas, não vou com muita sede ao pote, não adianta traçar metas demais ou inatingíveis e depois desistir na metade por ver que não serão alcançáveis. E para definir por quais caminhos seguir em 2023, parei nas férias para refletir e tentar extrair de mim mesmo o que seria interessante realizar no próximo ano.

Acreditoo que o principal ponto é em relação ao estudo. Quero voltar com tudo, então dividi meu planejamento em três áreas – minha profissão atual, idiomas e concurso público. Conversando com um amigo mais cedo, ele mesmo mencionou de como parece que fica mais fácil aprender as coisas quando se torna mais velho. E eu tive que concordar. Uma das tarefas vai ser compartilhar por aqui os resultados desta experiência.

Outro ponto a que darei ênfase no proximo ano vai ser os cuidados com a saúde. E olha que eu até que me cuido bastante, mas ando meio desleixado. Pensando não somente em saúde física, mas também em saúde mental, também pretendo iniciar um novo hobby, ou retomar algum antigo que foi esquecido. Percebi que foquei demais no profissional em 2022, e deixei coisas mais levianas de lado. Agora o corpo está pedindo uma trégua, a cabeça também.

No que diz a minha vida no geral, planejo talvez me mudar, não de cidade, mas de casa, de bairro. Mudança de casa traz a sensação de vida nova, deixar o velho no passado, e penso que 2023 é um ano fundamental para dar um passo a mais na minha jornada.

Por aqui vai ser isso, mas como na vida nada é engessado (ou ao menos não deveria ser), pode ser que as metas mudem no decorrer do tempo. Penso hoje que os anos tem me proporcionado isso, a leveza das coisas deixando a rigidez de outrora pra lá.

Não trace metas

No fim do ano passado eu simplesmente resolvi não traçar nenhuma meta para 2022. Cansei de planejar várias coisas e não concluir a maioria delas. Ainda assim atingi bons resultados em 2021. Após a perda precoce de um grande amigo, eu decidi que iria focar um dia de cada vez. Sem metas, sem indicadores, apenas focar no presente. Seria pretensão demais da minha parte dizer que fui somente levando os dias. Eu direcionei minhas ações de acordo com as demandas que acabaram por gritar mais alto pra mim. E aquilo que mais me alertou em 2022 foram aspectos da minha vida profissional e pessoal.

Busquei mais esforços no geral para melhorar naquilo que eu já tinha. Me esforcei para aprender melhor e para desempenhar dentro do meu trabalho. Confesso que foi bem difícil encontrar motivação na maior parte do tempo. Apesar de eu trabalhar hoje onde eu sempre desejei dentro da minha profissão, naquela empresa referência que levei desde formado, eu nunca morri de amores pelo que faço. Creio que fui levado mais pelo “faça o que tem que ser feito”, e assim o fiz. Como resultado eu pude perceber um crescimento até maior do que eu imaginava, e foi bem gratificante também ver que fui reconhecido pelo que realizei.

Outro ponto muito importante em que foquei desde o início do ano foram para relacionamentos. Tanto com família, amigos, e para minha vida amorosa. Era algo que me incomodoava demais, aquela pedrinha no sapato que não saía dali. Desde o fim do ano passado já me predispus a arriscar mais, sair mais. Desenvolvi a paciência de buscar conhecer novas pessoas. Sim, pois quando se é adolescente e com os hormônios a flor da pele isto é muito fácil. Depois dos 30 confesso que era algo bem difícil pra mim, um fardo a carregar. Mas foquei em fazer o que tinha a ser feito. E fui bem sucedido nisto também. Estreitei meus laços com amigos e família, e entrei num relacionamento que vem se mostrando muito prazeroso, construtivo e enriquecedor.

Não ter traçado metas ano passado e ter focado naquilo que mais me incomodava se mostrou bem eficaz para mim. Mas, pra ser honesto, não farei a mesma coisa para 2023. Desta vez vou traçar metas sim, e uma delas vai ser voltar a ser mais ativo por aqui. Escolhi ficar um tempo ausente do cachorro magro, como já ocorreu em outras épocas. Vai ser bom ficar mais ativo na blogosfera. Nem que por um periodo mais curto. Antes de encerrar o ano pretendo detalhar por aqui quais as metas para o próximo ano. Pode ser uma boa maneira de manter a consistência e motivação. Veremos se assim vai ser.

A vida em copas

Sempre gostei muito de futebol (de assistir, já que jogar me dá preguiça!). E sempre gostei mais ainda de época de copa do mundo. A primeira que acompanhei e tenho lembrança, é a do tetra em 94. Era criança, e aquilo me marcou demais. Mas, saindo um pouco da esfera futebolística, ano de copa do mundo para mim sempre significou mudança de ciclos. Ao fazer um exercício de memória, pude compreender que acontecimentos ou mudanças importantes quase sempre ocorrem em ano de copa.

Neste ano tanto pelo lado profissional (cresci muito neste ano), quanto pelo lado pessoal (conquistei e venho construindo um relacionamento sólido) – posso afirmar que coisas significativamente boas se desenvolveram. Se eu voltar para 2018, eu posso citar nada mais nada menos que o meu ano sabático tão comentado por aqui. Talvez aquele que considero o melhor ano da minha vida.

Já em 2014 foi um ano de recuperação financeira e mudança. Troquei de emprego, mudei de estado e inciei uma vida nova. Foi um periodo que teve muita influência nos resultados que alcancei até hoje. Em 2010 foi o ano em que virei profissional depois de árduos seis anos de universidade. Foi quanto me aventurei por outras terras pela primeira vez. Foi quando eu realmente cresci e virei adulto.

Claro que nos demais anos vários momentos marcantes ocorreram. Mas eu trago comigo algo internalizado, como se fosse uma virada de chave. Sempre que entra um ano de copa do mundo, além da empolgação pelo evento em si, uma centelha se acende. É como se eu verificasse o que não me agrada e o que farei para melhorar. Eu logo penso “Opa, ano de copa, bora sacudir um pouco a vida!”

E que todos os anos que venham pela frente sejam como ano de copa do mundo. O ano já está perto do fim, e este velho cão senil segue cheio de ideias. Eu gosto desta forma, sempre buscando algo diferente, sempre buscando o melhor a cada dia, mesmo que nem sempre acertando. E que venha a final da copa!

Gangorra

É engraçado quando paramos para pensar sobre a construção ou abandono de comportamentos e ações em nossa rotina. Muitas vezes precisamos de uma disciplina monstruosa e bem planeada para incluirmos alguma coisa que julgamos ser benéfica – levar uma vida mais saudável por exemplo. Entretanto ocorre as vezes da gente simplesmente fazer movimento na direção certa e os bons resultados só surgem.

Tenho tido esta percepção por ver algumas lacunas sendo preenchidas, outras sendo deixadas pela metade. O que antes era simples e prazeroso para mim (olha as atividades físicas aí), tornaram-se um fardo agora. É tipo quando você tem aquela torneira pingando em casa e sempre deixa para depois. Só que este depois normalmente é quando a água jorra por todos os lados e a bagunça a ser consertada é bem maior, o estrago também. Mesmo tendo este sinalzinho de alerta piscando, faço o que posso. E fico bem orgulhoso quando a disciplina prevalece e saio, mesmo no frio, para um pedalzinho ou uma horinha na academia. Faz um bem enorme, e mesmo que eu venha perdendo esta briga interna contra a minha procrastinação, ainda não joguei a toalha.

Por outro lado, uma vontade grande de viver e alterar o curso da minha jornada surgiu após minha queda da cachoeira e a morte precoce de um grande amigo. Aquelas áreas que estavam um pouco adormecidas, aquela sujeirinha que eu varria toda vez pra debaixo do tapete e me sentia incomodado mas eu deixava pra depois. E coisas que antes pareciam extremamente dificeis tornaram-se até mais fáceis do que eu planejava, simplesmente por eu ditar a regra do só vai lá e faz.

Certa vez um amigo me disse pra parar de só correr atrás e passar a aproveitar o que já tenho. Que se fosse pra virem coisas boas, elas viriam por acréscimo. E, muito sábio como sempre, ele tinha razão. Tanto que não elaborei nenhuma resolução para este ano, ao contrário do ano passado. Só fui vivendo intensamente o que eu já tinha, e ao invés de crescer pra cima, resolvi crescer para os lados, sustentar a minha base.

E assim as coisas boas surgem, e as últimas semanas tem sido tão boas, que por vezes me pergunto como não considerei esta perspectiva antes. Mas a nossa vida é uma enorme colcha de retalhos sem fim, e os erros de ontem só alicerçaram os acertos de hoje, assim como os erros de hoje farão o mesmo com os acertos de amanhã. Só quero a sabedoria para tomar decisões, e o equilibrio suficiente para superar as dificuldades quando surgirem novamente. Acho que é um sinal da maturidade chegando, e gosto muito desta nova perspectiva.

Será que existe vida em marte

Seria egoísmo ou presunção achar que somos únicos dotados de inteligência superior (ou pelas atitudes de muitos nem tanto) no vasto e desconhecido universo. Eu mesmo já presenciei um OVNI (já contei esta história por aqui). O que faz muitos pensarem que não podemos ter vizinhos nos espreitanto por aí? Eu acredito que estamos sendo visitados há muitos séculos, mas que por algum motivo ainda desconhecido, não estamos preparados para o impacto de tal revelação.

Imaginem só o quão desolador será para pessoas que creem em alguma religião receber uma notícia dessas. Se nós meros terráquios já somos causa suficiente do caos em que vivemos, imagina outros seres superiores vindo de outras esferas globais. Ainda não estamos preparados, ou seríamos imaturos ou incapazes de aceitar tais fatos?

Enquanto não obtemos respostas, o que nos resta é nos divertirmos com as diversas teorias da conspiração. E destas a internet e o imaginário popular está cheio. Recomendo o documentário Eram os deuses astronautas?, que leva o assunto para uma esfera um pouco mais fantasiosa, mas muito interessante para reflexão.

Eu gosto da corrente de pensamento de que estamos sendo observados (e até visitados) por outros. Espero estar vivo ou com sanidade mental suficiente para processar as revelações quando forem a hora adequada. Enquanto este dia não chega, olho para o céu mais uma vez em busca de flying saucers in the sky.