Esse cachorro não late mais não?

O Cachorro Magro não parou de latir não. Foi apenas uma pequena pausa. Já estava a fim de ficar um tempinho sumido do blog, mas não sabia quando eu iria realizar. Em abril eu havia me proposto a escrever diariamente, mas eis que no meio do caminho a coisa meio que perdeu o sentido. Acho que foi a vida real cobrando, e percebi que essa obrigação de escrever todo dia estava sendo mais prejudicial do que benéfica. Do nada só parei de vez. Parei de acompanhar a blogosfera no geral. E foi bom.

Nossa mente nos envia alguns sinais de coisas importantes que estão por vir e nos pedem mais foco. Me concentrei mais na minha vida prática, o momento exigiu isto. Nestas últimas semanas muita coisa importante ocorreu. Finalmente colhi alguns frutos de metas estipuladas em Janeiro, e que acabaram vindo tudo ao mesmo tempo.

Escrevi neste texto aqui sobre a minha frustração de querer voltar a trabalhar na minha área de formação e não conseguir nenhum retorno positivo. Só que apesar de frustrado, eu jamais desanimei. Flertei sim com a possibilidade de não mais retornar, de ficar de vez na hotelaria. Só que eu estava com saudade, e o fato de ter levado um não da empresa que eu mais queria ingressar desde que me formei, me impulsionou mais ainda para atingir este objetivo.

E não foi somente uma oportunidade, foram duas de uma vez só. E foi aí que o fato de estar mais focado em mim mesmo ajudou. Eu tinha que decidir qual o melhor caminho a seguir. Acho que esta história merece ser contada em mais detalhes no futuro. Por agora, só digo que este cachorro velho e senil está muito feliz e realizado. E que o que ficou de lição é sempre ouvir o nosso coração. Sei que não é fácil, mas quando eu retirei todo o barulho externo, as coisas fluiram com naturalidade. E olha aí mais um tema para se tratado por aqui também. Até a próxima, já estava com saudades!

Quase

Sentado à mesa do bar, os pés balançam ao ritmo do samba. Há tempos não saía para se divertir. Mas precisava daquilo, desde que mudara de cidade sentia-se só, um estranho no ninho. Mas naquela noite havia decidido dar uma chance ao acaso. Pediu uma gelada para relaxar, apreciava o-som-mais-brasileiro-do-mundo. Lembrou de ter tomado aulas de dança de salão na adolescência. Se tocar uma gafieira vou dançar, pensou animado pelo estímulo musical-alcoólico.

Escaneia ao redor das mesas uma potencial parceira, mas nada encontra. Apenas casais abraçados, e senhores de idade com suas senhoras de meia idade a se arriscar pelo salão. Conformado, conclui que escolheu o local errado. O jeito vai ser terminar esta daqui e ir embora. Antes de esvaziar o copo, percebe que duas moças ocupam uma mesa – a morena chama mais atenção. Meio mestiça, meio indígena, corpulenta. Trocam uns olhares e decide ficar um pouco mais.

Pede uma caipirinha de vodka para criar coragem, enquanto vê que ambas apontam para a sua mesa e cochicham. Tal como ele, elas percebem que não há muitos solteiros no bar. Ele disfarça, desvia o olhar, olha para o garçom. Talvez eu peça para me juntar à elas. Mas não o faz. Titubeia, e o torpor alcoólico ao invés de ajudar só atrapalha. O tempo passa e nada.

De repente toma coragem, se levanta e vai em direção à mesa almejada. Só que antes de alcançar a metade do salão, dois varões tiram as donzelas para a dança, e num piscar de olhos as mesas esvaziam. Disfarçadamente dá meia volta em direção ao caixa, paga os trinta reais gastos nas duas bebidas e se dirige para a porta de saída. Quase, pensou em voz alta, Quase! Para na barraquinha de cachorro quente da esquinha, mas decide ir embora de barriga vazia. E de alma vazia, volta para a casa vazia. Abre a geladeira e a esvazia, deita no sofá e suspira… Quase… e de olhos quase fechados repete… Quase.

Cachorro magro ano 11 – Reviews

Na próxima semana este cão velho e sarnento que vos fala, completará mais um ano de vida. Em comemoração, resolvi revisitar alguns textos da primeira fase, e traçar um paralelo com meu momento atual. A primeira postagem, Cachorro magro não tem fome, tem necessidade, foi além de uma introdução um breve relato sobre a minha situação naquele momento (2010).

Foi essa brilhante frase da música “cachorro magro” da banda Terminal Guadalupe de Curitiba, que inspirou essa abertura. A necessidade muitas vezes gera situações diversas, e dependendo do seu grau, gera mudanças repentinas, no meu caso pra melhor.

Necessidades essas que me fizeram mudar de cidade, de estado, e aos poucos me fazem mudar de hábitos e até de sotaque (sim, infelizmente isso está acontecendo!) Mas enfim, quais são essas necessidades? Crescimento pessoal, profissional, e é claro independencia financeira!

Minha mudança acarretou em outras necessidades, uma delas a de cozinhar. Como não sou cachorro magro, a fome se torna uma necessidade primaria. Já que nem feijao aprendi a cozinhar, comecei a pesquisar na internet sobre sites relacionados a culinaria de facil acesso para pessoas despreparadas, como eu. Um que eu gosto muito, é o  www.homemnacozinha.com.br que tem dicas práticas pra se virar com pouco. Só exite um problema, nao tem como fugir da louça suja,  hora ou outra ela tem que ser encarada!

Passados onze anos, fica claro que o Cachorro Magro que ali escrevia era um sonhador. Alguém muito empolgado, recém formado, com os primeiros passos rumo à vida adulta. Ali foi um aprendizado constante, desde serviços domésticos até a exposição social. A vontade de aprender e crescer profissionalmente, e de desbravar um território novo, numa cidade nova, e com novos hábitos. Foi uma época de amadurecimento, e também de alguns questionamentos. A marca da nostalgia já estava presente, conforme veremos na próxima postagem desta série. Vida longa ao Cachorro Magro!

Mentor

A grande maioria de nós deseja aprimorar alguma habilidade. Eu admiro muito quando vejo alguém muito bom em algo. Pode ser um atleta, ou alguém versado em algum idioma ou que escreve com maestria. No final de 2016 eu decidi que iria ter excelência em falar Inglês. Comecei praticamente do iniciante, havia sim feito vários anos de escola tradicional, mas aproveitei muito pouco. Mas quando realmente foquei em aprender o idioma, aí as coisas mudaram.

Eu tinha motivação suficiente para tal, e um objetivo que era morar fora do país. Tinha uma meta que era chegar o mais próximo da fluência, e tinha um prazo para tal. Quando comecei a revisar materiais, eu me senti muito perdido e sem saber por onde começar. É engraçado, mas quando você acha que sabe de algo e começa a se aprofundar, você vê que não sabe nada e paralisa. Foi então que mudei as minhas estratégias, e passei a estudar antes a como aprender melhor, e o que eu deveria fazer para tal.

Uma das coisas que fiz e que tiveram muito impacto no meu processo de aprendizado, foi encontrar um professor, uma espécie de mentor. E na questão de idiomas, quando se está começando, eu considero mais válido pegar um falante nativo de Português que adquiriu a fluência. Esta é a diferença da mentoria. Ter alguém que já percorreu os seus passos para poder te indicar o caminho. Havia tentado professores extrangeiros também, que sim, ajudaram demais e fizeram com que eu melhorasse muito a minha pronúncia e fluência. Mas o mentor foi aquele que me guiou, aquele que me lapidou.

Para encerrar, deixo um artigo do site papo de homem, que fala como se tornar expert em algo no prazo de um ano. Aliás, parte dos textos publicados por aqui na última semana surgiram dali. No fim da reportagem tem um vídeo (que deixarei logo abaixo), mas acho interessante acessar o conteúdo do texto para ter uma melhor contextualização. Ah, e se eu atingi a maestria na língua inglesa? Não, passo longe disso, apesar de já ter dado aulas e já ter sido convidado para atuar em escolas. Aliás me assustei da forma como acabei perdendo a minha fluência, mas isto será algo a ser trabalhado novamente em poucos meses. Até a próxima.

https://papodehomem.com.br/expert-em-um-ano-tenis-de-mesa-como-aprender/

Domingo de manhã

Domingo de manhã. Preguiçosa, sem pressa, nem olho as horas do relógio. Outono aqui na minha querida SJP. Um clima meio frio, meio cinzento, chove-não-chove. Típico daquele verão que deu adeus, abrindo espaço para o inverno que apressado já quer dizer um oi. Calma aí inverno, aguenta mais algumas semanas. Já chega a tua hora. Mas o inverno por estas bandas é assim mesmo, chega sorrateiro e sem pedir licença. Só chega, e com ele vem junto o rosto ressecado, os lábios partidos. A preguiça de levantar. Ah, esta última já veio com o outono.

Domingo de manhã. Preguiçosa, sem pressa. Levanto e preparo meu expresso: metade café – metade leite. Ligo meu computador, tão lento e preguiçoso para iniciar, assim como este dia. Gosto de aproveitar os domingos de manhã para escrever algo. Mas só quando estou com preguiça. Para os dias ativos, uma pedalada até o Caminho do Vinho é a melhor pedida. Mas eu não bebo vinho. Mas eu gosto do caminho. O caminho do vinho. Mas hoje optei, nesta manhã-da-preguiça, que vou escrever algo que vai mudar este domingo.

Domingo de manhã. Preguiçosa, sem pressa. Não tenho nada para fazer, nem tenho nada para dizer. Não será hoje que mudarei o mundo. Mas vou mudar a minha rotina. Hoje acabam as minhas férias. Preciso me preparar – passar o terno, fazer a barba, engraxar os sapatos. Nos fones de ouvido Bob seger me conta “Seems like yesterday, but it was long ago“. E mesmo não tendo a minha Janey perto de mim, sinto a leve melancolia da segunda que em breve chegará.

Domingo de manhã. A preguiça foi embora. A pressa já tem hora. Amanhã começa a correria, mas sinceramente… deixa eu curtir mais um pouquinho. Deixa-me ir against the wind, assim como Bob, seeking shelter nesse finalzinho de preguiça. Domingo de manhã, domingo da preguiça. E eu aqui feliz, amanhã retorno ao trabalho. E que venha a segunda de manhã, tumultuada e mais ativa, mas não menos importante que este domingo de manhã.

Sobre a motivação

Comentei recentemente que estou me importando muito mais com o processo do que com as metas em si. Entretanto, é muito difícil manter a consistência em determinadas atividades. Principalmente se forem atividades que nos tiram do estado de inércia. Por exemplo, eu decidi neste mês de abril que vou escrever diariamente. Eu costumo escrever normalmente de uma a duas vezes na semana. Agora a coisa é diferente, estou me forçando a fazer desta atividade uma rotina diária.

Apesar disto, apenas fazer este propósito não é suficiente para realizar. Eu preciso sempre encontrar inspiração, uma influência (conforme publiquei ontem) que me leve a ação.

Não chega a ser nenhuma meta para mim escrever melhor, mas sim, eu quero que isto ocorra. Eu já disse antes isto por aqui, e talvez seja a maior motivação que me leva a escrever todos os dias. Mas além de um motivo principal, poderiam haver outras formas de se motivar? Bom, neste assunto eu não sou nenhum especialista, mas eu sigo uma estratégia base que serve para qualquer situação.

Se eu planejo andar de bike mas me bateu preguiça, eu vejo algum vídeo de pessoas fazendo trilha. Se quero estudar algo, acesso algum conteúdo de quem já atingiu o nível que espero alcançar. Para trabalhar, normalmente eu ouço algum trecho de podcast para ajudar (recomendo fortemente ouvir os agilistas). Creio que entrar na mentalidade focada na atividade em questão, ajuda muito a dar o ponta-pé inicial.

Outra coisa que eu faço, é uma espécie de oração pessoal. Eu gravei um tempo atrás algumas frases com afirmações sobre mim mesmo. Coisas que eu quero realizar, ou que já fiz e das quais me orgulho muito. Sim, eu massageio meu ego todos os dias, isto é um ótimo exercício de motivação. Bom, por hoje eu paro por aqui, se não acabo me empolgando demais e isto aqui vira quase um capitulo de livro. Até a próxima!

A Influência

Não sei se acontece com todos, mas eu sou altamente influenciado por aquilo que eu leio. Até por isto eu procuro escolher muito bem com o que gastarei meu tempo lendo. Mas isto não significa que sou influenciado por qualquer coisa. Não confunda – eu sou influenciado pelas leituras que me captam, e não influenciável. Algumas teorias ou conceitos que eu não concorde dificilmente serão capazes de mudar algo em mim. Claro, sempre tem aquelas coisas que me deixam de queixo caído, mas confesso que está bem difícil de acontecer. Até por que eu não tenho procurado coisas muito diferentes daquilo que usualmente já é de meu gosto pessoal.

Alguns assuntos ou estilos de autores mexem comigo um pouco mais. Obras que dizem respeito à depressão, superação pessoal e comportamento humano tem este poder especial em mim. Alguns autores, sabe daqueles que parecem estar conversando diretamente conosco, estes também conseguem me prender um pouco mais. Cristóvam Tezza, Fernando Sabino e Piers Paul Read são mestres neste ponto.

Agora eu acho estranho que apesar de eu gostar de livros ditos de auto-ajuda, estes não me pegam muito não. E olha que eu até tento. Leio, releio, rabisco, anoto. O poder do hábito acho que teve mais persuação. A obra que eu vejo que me causou mais impacto recentemente, foi Mostre seu trabalho, de Austin Kleon. Em algum momento eu vou aplicar seus conceitos quase que em sua totalidade. Aquilo faz muito sentido para mim.

Dentre todos os lidos, dois em especial são revisitados sempre que sinto precisar de uma inspiração. O Demônio do meio dia e Into the Wild. Ambos já ganharam postagens dedicadas por aqui. Devo ter lido umas três vezes cada, e penso em relê-los muito em breve. Eu ficaria realmente muito feliz de encontrar mais leituras desruptivas. Entretanto confesso que já está difícil de ler o que está no aguardo em minhas prateleiras, quem dirá ter paciência de garimpar coisas diferentes. Mas enquanto isto eu me divirto e procuro me influenciar um pouco mais (ou não) das coisas boas que encontro por aí.

O caminho

Agora, para misturar tudo, e de certa forma me contradizer com o que escrevi ontem, venho declarar que apesar de traçar duas grandes metas para o futuro, eu não me importo com as metas. Eu me importo com o trajeto que vou percorrer até lá. E nossa, como eu queria que este dia chegasse. É tão estafante viver sempre parecendo cachorro correndo atrás do rabo. Mas acho que só me dei conta depois que o meu irmãozão das Invasões Adrianáticas (que anda meio sumido daqui, diga-se de passagem), me deu um leve peteleco “piá, ta na hora de sossegar um pouco, você nunca aproveita nada, parece que tá sempre te faltando algo“.

Resolvi então tentar focar nos pequenos progressos, nas menores conquistas. No que diz respeito à musculação, me dou por satisfeito agora a cada dia que consigo aumentar a carga de exercícios, ou executar com precisão algo a qual eu tenho ainda dificuldade (sim, ainda dominarei a arte da barra fixa!). Já na questão profissional, estou curtindo muito aprender coisas novas a cada dia, assim como os ensinamento que me são passados na especialização que agora estudo. Na parte financeira, ao invés de ficar pensando que preciso guardar dez mil reais até o fim do ano, eu me dou por satisfeito ao conseguir guardar cinquenta reais a mais do que consegui no mês passado.

Não sei, mas eu passei a ter a sensação de que estou vivendo muito mais o agora. E sério, eu quase nunca experimentei isso em minha vida. Exceto durante meu tempo na Irlanda e durante alguns momentos na faculdade, eu sempre vivia o agora pensando no amanhã. Realmente eu não sei como não me tornei uma pessoa ansiosa.

Para encerrar, eu deixo um vídeo bem interessante que encontrei enquanto pesquisava algo sobre a definição de metas. Não concordo em 100% com tudo o que diz ali. Entretanto, tirei a essência daquilo que me serve, afinal sempre dá para tirar proveito daquilo que consumimos, mesmo que não nos agrade em sua totalidade.

A armadilha das metas

Já é amplamente conhecida a frase de Alice nos país das maravilhas – Quando não se sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve. E para não ficarmos vagando sem rumo, a definição de metas e objetivos é de fundamental para manter a consistência durante o percurso. Encontrei a definição de que objetivos não são específicos, enquanto metas são mensuráveis. Discordo em partes, no meu entendimento metas são maiores, e objetivos são pequenos passos em direção a nossa meta. Mas, e ao atingirmos a meta desejada?

Tracei grandes metas para a minha vida. A primeira que eu me lembro era a de conseguir passar no vestibular da UFPR, depois me formar na UFPR, e a última a que me recordo era morar fora do país. Falei somente de metas que eu conquistei. Tracei sim outras metas para mim, mas em alguma parte do processo elas se perderam. E agora nesse ponto eu chego a duas provocações:

  1. Aqueles que atingem suas metas ficam desapontados. Por isto hoje eu vejo como mais importante do que ter uma meta, é pensar sempre no que vem após. Não existe final feliz depois da meta atingida, a vida continua. Eu fiquei muito perdido em minha volta para o Brasil, depois de ter realizado o sonho de passar um tempo morando na Europa. Não planejei o que eu pretendia após o retorno. Fiquei tão aficcionado em atingir a minha meta, que não pensei no depois. Levou um certo tempo até as coisas se ajustarem, e hoje penso que eu poderia ter resultados melhores caso me atentasse a este ponto.
  2. Aqueles que não atingem suas metas ficam arrasados e frustrados. Só que neste ponto, eu acredito fortemente que devemos sempre pensar na alternativa seguinte. Olha, possivelmente eu não comentei sobre minhas metas não atingidas, por não mais me lembrar delas. Segui em frente e busquei uma alternativa. A gente lembra daquilo que conquista normalmente,e pode ser que eu só segui em frente e mudei o foco.

Então, pensando por este lado, será que traçar metas tão grandiosas, sem planejar o depois não é uma armadilha? Eu penso nisso justamente agora que eu já tenho dois grandes projetos para os próximos dois anos. Entretanto, desta vez eu já delineei alternativas caso não as atinja. Não seria um prêmio de consolação, mas sim boas opções que se enquadram naquilo que espero para o futuro. Seria então a flexibilização das metas algo mais plausível? E pensando agora somente no processo, o erro não estaria em pensar somente no objetivo final, sem aproveitar o caminho? O grande pensador brasileiro Michel Teló nos diz em O tempo não espera ninguémA felicidade está no caminho, aproveite todos os momentos que você tem“. Frase bem clichê, mas tão verdadeira para mim agora. Termino hoje por aqui sem conclusão alguma, só inspirações para amanhã tratar do caminho. Até lá!

Efeito Cascata

Existem momentos em que a gente se sente confortável. Aparentemente a vida vai bem, sem grandes percalços, não temos muito do que reclamar. Muitas vezes somente após alguma queda ou algum trauma percebe-se que algo está errado. Eu considero essa calmaria perigosa, as vezes os fantasmas estão ali escondidos, preste a assombrar. Em tempos de pandemia, creio que ninguém sente-se confortável, ainda assim eu queria algo a mais. E praticar atividades físicas foi o meio que encontrei para um upgrade.

A mudança da minha rotina fez com que eu adaptasse minhas tarefas para encaixar a ida para a academia. Com isto me tornei mais ativo. Por conseguinte, acabei tomando mais consciência corporal e a me preocupar com a minha alimentação. Além de prestar mais atenção naquilo que consumia, comecei a estudar o quanto eu estava gastando, e em quê eu estava investindo. Cheguei a conclusão de que precisava melhorar as minhas finanças, e para isto me preparar para um novo salto na carreira. Aliada ao interesse na minha qualidade de vida, passei a dar mais valor nas minhas relações pessoais. Uma coisa foi puxando a outra, um efeito cascata.

Percebe como o simples fato de voltar a fazer musculação, acionou um gatilho de melhoria em todas as áreas de minha vida? Pra mim funciona bem com atividades físicas, mas pode ser qualquer outra coisa. Pode ser se preparar para um concurso público, o interesse em aprender uma nova língua, a vontade de tocar um instrumento musical, ou até mesmo de melhorar a sua escrita.

Quando resolvemos nos aprimorar em algo, outras mudanças vem por acréscimo. E se conseguimos manter a consistência, ficamos a cada dia melhores. O foco está em aprimorar um pouco a cada dia. Tentar hoje fazer um pouco mais do que fiz ontem. Isto é do que mais gosto neste processo. Esta mudança de mentalidade que não nos deixa acomodado. Quando atingir um objetivo já ter outro um pouco maior em mente. Além de sensacional, isto evita-nos de cair em armadilhas, as quais comentarei mais a respeito no artigo de amanhã. Até lá!