Nham Nham!

Desde que me mudei, tenho almoçado bastante fora de casa. Não cozinho mais em casa, pela falta de tempo e por preguiça. Eis que tenho percorrido vários restaurantes da colonha, desde aqueles que serve la minuta (prato feito), até varios tipos de buffet, e outros que servem lanches e porções.

Mas, hj tive uma grata surpresa. Desci antes de chegar em casa na hora do almoço, pra passar no mercado, e passei na frente de um botecão de cachaceiro, que tinha uma faixa de almoço a 9 reais. Aqui, na média se gasta 14 pra comer, sendo assim, me chamou atenção pelo preço. Entrei pra conferir, e eh um botecão mesmo. Apesar de nao ter tantas iguarias no cardapio como os botecos da terrinha, tinha lá ovos de codorna e cebola em conserva, mas na parte do boteco mesmo. Na parte do restaurante, tem uma cobertura bem legal feita em madeira, que lembra o paiol que tinha na casa da vó no elo perdido. Você se serve diretamente das panelas, umas panelonas enormas que ficam sobre um fogão a lenha, ou seja, a comida é de primeira, com um ambiente bem interessante. Existem varios bares que decoram seu interior com objetos pra parecer mais antigo, tipo armazém, mas esse é rustico mesmo, nao eh decoração, é o estilão mesmo.

A comida, é muito boa, 9 pila mto bem gasto. Voce se serve direto das panelas, e fica aquele cheirinho da lenha queimando no fogão, que deixa um aroma ainda mais convidativo no ambiente. No cardapio, variado a cada dia, sempre tem uma carne com molho, polenta, arroz e feijao mto bem preparado quee mais parece uma feijoada. Tem dias que tem vaca atolada também, e outras comidas que parecem mesmo a comida da vó.

Ja virei fâ do botecão, pretendo comer lá mais vezes. Tem a vantagem de ser perto da minha casa, só nao se pode ter frescura, lá a coisa eh bem campeira mesmo.

 

Conclusões

Depois de um pequeno hiato, retomo as escritas para dar um fim aquilo que chamei de período transitório. Não teve um fato ou dia específico para dizer que as mudanças necessárias ocorreram, simplesmente elas ocorreram, e quando me dei conta… a tempestade foi embora. Várias coisas contribuíram para essa mudança, e escreverei sobre aquilo que me ajudou.

Familia: foi muito importante nesse processo todo. Quando se está por baixo, a família sempre vai te dar suporte. Eles não ligam para seus problemas ou defeitos, e é ótimo saber que se pode contar com ela, mesmo estando longe.

Amigos: Também essenciais, quando se os tem por perto, ou mesmo eles estando longe. Quebrei meus preconceitos contra as pessoas da “colonha”, conheci muitas pessoas, e fiz novos amigos. Alem disso, foi importante estreitar velhos laços de amizade, apesar de muitas vezes ausente, os velhos amigos sempre vem com uma palavra que pode ajudar.

Individualismo: Uma coisa meio controversa, mas que para mim teve resultado. Durante esse tempo, fiz coisas e me afastei de pessoas da forma que não deveria ser feito. Mas, de certa forma, eu precisava resolver meus problemas por conta própria. Reforço aquilo que disse em uma postagem anterior: é importante buscar a felicidade sozinho, para depois compartilhar com outras pessoas, e poder fazer os outros felizes. Resolvi seguir o caminho mais árduo: o isolamento e egoísmo. Porém, o resultado foi satisfatório, consegui sair de uma crise – sendo isso muito importante para descobrir até onde meu potencial pode ser desenvolvido. Posso me arrepender de algumas atitudes mais tarde, mas… quem é que nunca faz cagada. Ainda mais quando se está confuso e buscando a paz, dificilmente a gente agrada a todos e tomas as decisões corretas. Importante reconhecer os erros e trabalhar para não comete-los novamente.

Acreditar: Uma coisa muito importante, é sempre acreditar em algo. Acreditar que se pode melhorar as coisas, ter esperança. Acreditar que as coisas valem a pena ser vividas e modificadas, acreditar no futuro, na mudança e no amor. Além disso, é importante ter fé em algo superior e inesplicável. Voltei a freqüentar a igreja, coisa que já estava querendo tem um certo tempo, e tem me feito muito bem. Não chega na questão de que deus vai resolver todos os meus problemas, mas consegui ficar mais calmo nesse processo de evolução a partir do momento que busquei a deus.

Trabalho: O trabalho me ajudou muito durante esse tempo. Primeiro para ocupar minha cabeça, depois no meu processo de desenvolvimento pessoal. Nunca falei de trabalho nesse blog, mas hoje estou vivendo aquela que considero a melhor fase desde que cheguei por aqui, e com certeza ter boas perspectivas no trabalho faz toda a diferença.

Lazer: Se divertir e aproveitar as pequenas coisas. Dar risadas bobas, cultivar o bom humor, tudo me fez uma pessoa menos carrancuda e mais leve com a vida. Tenho lido bastante, voltei a andar de bicicleta, tenho mais interações sóciais com amigos que fiz aqui, coisas simples mas muito importante para a minha felicidade.

Estudo: A cabeça nunca pode parar. Estudar ajuda a evoluir constantemente, seja na área profissional, ou em questões particulares da nossa vida. Ajudou na hora de ficar mais concentrado e focado no meu dia a dia.

Amor: Pra finalizar, uma coisa que para muitos pode estar batida, mas que na verdade é a mais importante de todas. Ter amor. Amor, pelas pessoas, pelas coisas, por aquilo que você se propôs a fazer. Receber amor também é de grande importância, ninguém consegue sobreviver sem isso – pra mim o combustível da vida. O poder de transformação das coisas quando se tem amor. Somente assim se enfrenta dificuldades, você se torna capaz de perdoar, de ajudar os outros, você adquire mais serenidade e força pra seguir. Amo a todas as pessoas que fazem ou fizeram parte da minha vida, cada um de uma forma e intensidade diferente.

Essa postagem encerra uma parte importante desse blog, e também da minha vida. A partir de agora, o foco das postagens vão ser mais descontraídos. Essas conclusões servem para avaliar todo esse tempo que se passou, tanto dessa crise, quanto desses dois anos que eu estou na colonha. Dois anos na colonha… como passa o tempo… e que venham todos os outros, agora estou fortalecido para enfrentar aquilo que surgir no caminho, sempre tentando evoluir e buscando não cometer os erros do passado.

Refazer as malas

A mudança esta por acontecer. Mas dessa vez, é mudança física mesmo, dessas de colocar as coisas num caminhão e mudar de lugar. Dentro de um mês não estarei mais nesse apartamento, estarei em uma casa – coisa que eu estava almejando faz um tempinho.  São tantas coisas vividas aqui nesses quase 2 anos na colonha, e que agora so ficarão na lembrança mesmo. Mas eu acho que vai ser mto boa essa mudança, deixar o passado pra trás e começar uma nova fase. O fechamento de um ciclo, e inicio de uma coisa nova – novas idéias, novos ideais, novas pessoas, novas perspectivas… As coisas estão acontecendo muito rapidamente ao meu favor, após a crise, está se criando um cenário muito bom pra mim, em todos os sentidos.

A descoberta de novas coisas, e o esclarecimento de coisas que estavam escondidas há muito tempo. Não posso reclamar de tudo o que eu vivi aqui até hoje, foram coisas muito boas. Até mesmo a minha crise eu to considerando boa, já que serviu pra me tirar de um estado de inércia, e ver a importância de mudar meus próprios rumos. Agora quero aproveitar pra entrar nessa nova fase com todo gás, inspiração de sobra, muito estudo e pretendo sempre evoluir.  Sempre se pode melhorar, nem que para isso algumas coisas tenham que ser deixadas pra trás. Sempre que ocorre uma mudança, o final de um ciclo e o inicio de outro, estamos mais abertos a novos planos, um leque de possibilidades que encontramos pela frente. Não necessariamente pode ser o novo – pode ser a reinvenção do antigo: uma nova atividade no antigo emprego, estudar algo novo para ficar atualizado, ou lidar de uma forma diferente com velhas amizades, reaproximações, uma viajem pra repor as energias, enfim tudo é valido pra sair do marasmo.

Só me resta aproveitar os últimos instantes aqui nesse lar, que vai ser deixado pra trás, mas que vai ser sempre lembrado com carinho, e quem sabe em breve faça parte do meu saudosismo desse blog.
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O homem sentado

Um homem aparentando a casa dos 30 anos, todo dia sentava-se num banco de praça, sempre por volta das duas da tarde. As semanas se passavam e ele continuava lá, sentado, sozinho, com seus devaneios e saudosismos. Sempre solitário, não trocava sequer uma palavra, nem interagia com as formas de vida existentes no local – apático, indiferente e controlado.

Certa vez, surgiu ao seu lado no banco em que ele sentava, um pássaro. Todo exibido, floreava de um lado para outro, e tanto fez que chamou a atenção do sisudo que tinha o estranho habito de ficar imóvel sempre no lugar. O homem esboçou um sorriso de canto de boca, e alguns minutos depois, o pássaro voou para longe, deixando novamente o pobre solitário em seu lugar.

O pássaro apareceu mais vezes, e o homem sentado no banco já não estava mais tão indiferente com a ave. Agora já interagia com ela, e começou a enxergar as belezas da natureza breve que o cercava. O tempo foi passando, e os dois construindo uma bela amizade. O pássaro mostrou uma outra visão sobre a vida, e o homem estava mais alegre e contente, cumprimentava e conversava com quem passava, já não era a estátua que antes padecia ali.

Até que um dia, o pássaro não mais apareceu, e o homem ficou ali por horas sentado esperando. No dia seguinte, novamente a ave não apareceu, e assim se seguiu por mais algumas semanas.  O homem continuou ali sentado, esperando que seu amigo voltasse e lhe devolvesse a alegria de dias anteriores.

Cegado pela esperança de que um dia seu amigo pássaro volte, o homem deixou de interagir com aquilo que estava a sua volta, somente pensando no amigo que muitas coisas boas lhe trouxe, mas que não está mais lá. Nesse momento o homem está novamente ali sentado: sisudo, apático, porem não tão indiferente quanto antes.

Não se sabe se o pássaro voltará, mas todas as tardes por volta das duas, o jovem estático continua a esperar pelo pássaro, e hoje em dia é isso que lhe motiva a sentar sempre no mesmo lugar: a esperança e a incerteza de ter de volta aquilo que se perdeu. Quem sabe por esse mesmo motivo antes ele tinha o hábito de se sentar ali, e quem sabe por muito tempo ele continue com esse costume, até que outra criatura o tire de seu estado de inércia – ou simplesmente ignore, assim como é feito quase todos os dias por quase todas as pessoas em quase todos os lugares.

Redes des-sociais

Uma das coisas que venho conseguido diminuir, como ja falei anteriormente, é me desligar cada vez menos da internet. E como disse, isso tem me feito muito bem. O maior obstáculo, seria me livrar de redes sociais. Na verdade, acho que o primeiro grande passo pra deixar a internet de lado.

Ja tinha algum tempo que eu pensava em sair do orkut, ultimamente so entrava devido a foruns de meu interesse. Mas, devido ao advento do facebook, as postagens do orkut foram deixadas de lado, e eu perdi o interesse pelo mesmo. Nunca gostei mto de facebook, e por mais que eu tenha um, quase nao acesso, e pretendo desativá-lo de vez em breve. Não que eu nunca mais volte a mexer nele, mas no momento estou com aversão de redes sociais.

Ficar falando que redes sociais da internet distanciam mais o contato pessoal todo mundo ja ta cansado de ouvir. Mas, isso acaba gerando uma paranoia, ter que colocar varias fotos em festas pra dizer: olha como sou popular, com estou me divertindo, ou escrever frases inteligentes geralmente copiadas de algum intelectual, para dizer como se está diferente (eu ja fiz isso!!!). Adicionar milhares de pessoas e ter varios seguidores no twitter como sinal de popularidade… Não quero mais isso pra mim.

Quando o orkut era a sensação da vez, era mais fodão quem tinha muitos fãs e tinha milhares de recados, ai vc ia ver “nossa, o cara tem 9 mil e poucos recados”, ai entrava, os recados se baseavam em: obrigado, pra vc tb – repetidas milhares de vezes, coisas sem a menor importancia. AI vc via, oque o cara escrevia era: bom findi, boa segunda, boa terça, e as pessoas respondiam educadamente…  Tudo muito superficial.

Hoje fica fácil eu ficar criticando ja que peguei aversao a essas coisas, sendo que ate pouco tempo atras eu nao conseguia me livrar disso também. Respeito quem goste, tudo eh bom quando usado com moderação, quem sabe um dia eu volta usar isso denovo. Só acho meio falido a justificativa de que fica mais facil de ver amigos que tao longe, já que se eles realmente se importassem ou sentissem sua falta, dariam um jeito de entrar em contato. Claro que deixa mais facil, acho que a ultima vez que troquei ideia com ex-colegas de facul foram feitas por facebook, mas a gente tinha o costume, logo depois de formado de se falar por email, coisa que ja tem algum tempo que não fazemos. Telefone fica um pouco mais dificil ainda mais que a maioria acaba mudando de tel.

Aqui na colonha, tenho priorizado falar com os outros pessoalmente ou no max por telefone, e por tar me fazendo bem, pode ser um dos motivos de ter deixado de lado as redes sociais. O blog eu nao pretendo abandonar, nem a internet, mas tenho mais pesquisado coisas interessantes doque perdido tempo no msn, que ainda utilizo quando me convém.

 

O mal do século

Digam oque disserem, o mal do século é a solidão. É o que diz uma musica de Legião urbana, ainda do século passado, mas ainda muito atual. Venho convivendo com o mal do século desde que me mudei pra Colonha, e engraçado que, agora no periodo transitório, acabei descobrindo que isso é muito frequente por esses lados. Conversando com as pessoas daqui, em busca de um novo local para morar, me deparei com vários tipos que apresentam sintomas muito parecidos com os que me fizeram estourar a minha crise. Alguns tem mais facilidade de lidar com essa situação, outros não, ou procuram disfarçar essas coisas.

Venho lendo um livro muito inspirador durante esse periodo, me faz refletir muito sobre a situação atual – vai merecer uma postagem exclusiva assim que eu terminá-lo. Me fez refletir sobre coisas que talvez não seria muito apropriado me aprofundar demais, mas está me fazendo amadurecer satisfatóriamente.

Hoje em dia, todos buscam a qualquer preço a felicidade através dos outros, sem antes buscar a felicidade em si mesmos. Parece ser uma espécie de inversão – entre individualismo e egoísmo –  coisas diferentes ao meu ver. Dizeres do tipo, você me completa e blá blá blá, nos tornam egoistas em querer que o próximo nos faça feliz onde na verdade, deveria existir o individualismo –  eu mesmo me faço feliz.

Ta certo que a idéia de buscar alguem para encontrar a felicidade é aceita, mas de forma moderada. Uma das passagens desse livro que eu estou lendo, diz que o deprimido não tem capacidade de dar ou receber afeto, concordo. Por outro lado, também fala que para se sair da depressão, é preciso ajuda e amor das pessoas que nos rodeiam – pra mim tudo tem sua parcela de participação. No meu caso, a parcela individualista está pesando em mais de 80% diria eu, onde primeiramente venho buscando me resolver pra depois aceitar a idéia de dar ou receber afeto –  fazer ou deixar que me façam feliz. Já usei essa formula antes, porém agora com mais inteligencia e sensibilidade.

É importante manter os contatos sociais, ainda mais hj em dia que as redes sociais tão em alta, fazendo com que as pessoas se vejam cada vez menos. Estou indo pelo caminho contrário. Estou abandonando as redes sociais, e tentando me aproximar mais de corpo presente das pessoas, e olha que isso tem me feito muito bem.

Minha meta essa ano, é diminuir drasticamente meu tempo desperdiçado na internet, tenho conseguido esse feito com êxito – e num futuro próximo, quanto o periodo transitório tiver acabado, prometo um post com minhas conclusões a respeito desse assunto. Agora pra mim é assim, se faça feliz, coloque sempre a sua familia em primeiro lugar,que o restante acaba se tornando consequência.

As vezes eh preciso parar pra seguir em frente.

Bom, ano novo iniciando e eu sem fazer aqueles “grandes planos” que alguns fazem no começo do ano. Resolvi mesmo foi entrar em ação para resolver questões que poderiam emagrecer mais ainda esse pobre cão. Como colocado no 1o post desse blog, uma das necessidades desse cachorro magro, a moradia, está novamente fazendo eu me mexer.

Mas, se tudo der certo, vai ser bom, digamos que estou entrando na segunda fase do periodo transitório.  Definição que achei na internet para transição:

1. Transição

Enviado por Genilson Francisco dos Reis (SP) em 20-08-2008
Mudar, transitar.
É um efeito de mudanças gradual de uma imagem para outra.

Mais ou menos oque está ocorrendo de uns tempos pra cá. Num primeiro momento, foi a fase de indagações, reflexões, a hora de botar a casa em ordem. Nessa segunda fase, chegou a hora de concretizações, fazer as coisas acontecerem, terminar com a transformação que se iniciou com o estouro da minha crise interna.

Dar uma pausa para reflexão está sendo importante para colocar novamente o trem nos trilhos. O periodo transitório ainda não acabou, mas a segunda fase, apesar de ter começado a pouco, ja esta sendo muito gratificante. Esse ano promete…

Troféu Cachorro Magro 2010-2011


Bom, para encerrar o ano, vou copiar idéia que eu vi no blog meandros, onde ele lançou um premio para os melhores do ano em algumas categorias, segundo critérios próprios. Vou fazer a mesma coisa, com o troféu cachorro magro. Deixo claro, que não são lançamentos que ocorreram nos quase dois anos que eu escrevo no blog, mas sim coisas que eu li, ouvi,  e vi durante esse tempo, não importando a data de lançamento. Afinal, o blog eh meu, e quem define as categorias e prêmios sou eu!!!

Eis os vencedores e as categorias:

Musica:  Fleet Foxes – Bedouin Dress

Banda: Phoenix (essa pra mim, uma grande descoberta)

Album: Foo Fighters – Wasting Light

Livro: Na Natureza Selvagem – Jon Krakauer

Filme: Tempos de paz (direção: Daniel Filho)

Site/blog: Rock Polar

Programa de Tv: Passagem para… – Canal Futura

Parabenizo os premiados do troféu cachorro magro, e para finalizar, o trecho mais emocionante do filme Tempos de Paz. A partir de agora me ausento na internet temporariamente. Até o próximo ano!!!

Período transitório

Essa coisa de periodo transitório eh estranha. Ta certo que ando muito mais animado, e cheio de ideias para um futuro próximo, mas tenho consiencia de que isso só ta sendo possivel graças aos psicotropicos. Eh como se eu tivesse mascarando a verdade, me blindando artificialmente de algo que não eh oque eu sinto agora. Da vontade de largá-los e ver oque aconteceria, sentir o verdadeiro gosto daquilo que me foi diagnosticado por depressão e pânico.

Tenha clara noção de que os meus amigos comprimidos me livraram de uma duzia de crises desde que comecei este tratamento, e tem me feito bem na medida do possivel, mas eu gostaria de passar pela experiencia, enfrentar meus demonios internos sem a ajuda de farmacos.

Penso que se não encarar de frente meus tormentos, não irei superá-los. Talvez eu ache isso porque me sinto incrivelmente confiante desde que comecei meu tratamento, sem a insegurança que antes me assombrava, mas com a indiferença que me desliga das desimportancias mais importantes dos ultimos dias.

Nenhum médico ou terapeuta pode me dizer oque eu tenho ou oque fazer, só quem ja passou por isso sabe do que se trata e do que eu estou falando, curar algo sem sintomas físicos parece ser bem mais complexo e difícil de entender e de ser resolvido, e o mais intrigante disso eh que se nao me fosse diagnosticado, talvez eu nunca teria descoberto ou encarado de frente o período transitório.

eis que retomei minhas pesquisas musicais, e como ja fazia algum tempo que nao descobria nada novo, pra minha grata surpresa descobri essa banda ai em baixo. Só nao sei mta coisa sobre ela, mas o google ajuda nessas horas. Achei bem legalzinho

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Tema: Esquire até Matthew Buchanan.

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